O Lúdico na sala de aula e para além dela...
Pensando na etimologia da palavra e seus significado ao longo da história vimos que o termo lúdico vem..
Do latim: ludus
jogo/divertimento/brincadeira
Significado ampliado: passa a ser reconhecido como elemento essencial do desenvolvimento humano.
... e abordando também outras etimologias...
Schola (grego):
antes de significar escola, foi usada para designar ócio.
Ócio (latim otiu):
folga, repouso, mas também trabalho mental agradável.
Game (inglês): jogo com regras (função social)
Play (inglês):aspecto criativo do jogo
Jeu (francês): serve de raiz para brinquedo, brincadeira, jogo, representação.
... nos propomos a refletir em torno dos conceitos de lúdico, jogo, brinquedo e brincadeira e que relações estão imbricadas entre tais conceitos nas nossas práticas pedagógicas, planejamento e intervenções em sala de aula.
Alguns autores trabalharam esses conceitos em seus estudos:
Luckesi: lúdico como experiência de plenitude.
Leontiev: brincadeira como atividade principal da criança.
Vygotsky: brinquedos e brincadeiras indispensáveis para a criação de situações imaginárias e reorganização do pensamento/professor como mediador da atividade lúdica.
Piaget: atividade lúdica como princípio fundamental para o desenvolvimento das atividades intelectuais da criança.
Piaget: atividade lúdica como princípio fundamental para o desenvolvimento das atividades intelectuais da criança.
Wallon: valorização do brincar sem a interferência do adulto, pois também nesses momento há muitas aprendizagens.
Como o jogo entra no planejamento da aula?
Winnicott: brincar é um modo particular de viver.
A partir disso, podemos pensar a atividade lúdica, como aqui nos propomos a chamar, como uma das atividades mais completas no que tange a trabalharmos os aspectos emocionais, físicos, sociais e cognitivos:
Diversão, Alegria, Prazer
Motivação, Expressão, Desinibição, Criação, Reelaboração
Habilidades Motoras, Expressão Corporal, Desinibição
Excitação Intelectual
Interagir, Compartilhar, Receber, Ceder
Aprendizagem de conceitos
Para além das reflexões que o PNAIC nos traz, propomos ao grupo que pudéssemos trabalhar com o texto da professora Ms. Tânia Fortuna, "Sala de aula é lugar de brincar?"
Sala de aula é lugar de brincar?
"A sala de aula é um lugar de brincar se o professor consegue conciliar os objetivos pedagógicos com os desejos do aluno."
"Uma aula ludicamente inspirada não é, necessariamente, aquela que ensina conteúdos com jogos, mas aquela em que as características do brincar estão presentes."
Qual é o papel da atividade lúdica na aprendizagem?
"...a motivação para a atividade lúdica reside exatamente no fato de correr o risco e no confronto constante com o real que implica."
O que se busca no ensino através do jogo?
Qual o papel do professor?
"Ao professor o jogo ensina como seu aluno aprende, se relaciona, levanta hipóteses, se expressa..."
Sistema notacional e não código
Processo cognitivo complexo
Atividade reflexiva
Ensino diário e sistemático
Domínio das convenções letra-som
Propriedades do SEA que o aprendiz precisa reconstruir para se tornar alfabetizado (MORAIS, 2012):
1. escreve-se com letras, que não podem ser inventadas, que têm um repertório finito e que são diferentes de números e de outros símbolos;
2. as letras têm formatos fixos e pequenas variações produzem mudanças na identidade das mesmas (p, q, b, d), embora uma letra assuma formatos variados (P, p, P, p);
3. a ordem das letras no interior da palavra não pode ser mudada;
4. uma letra pode se repetir no interior de uma palavra e em diferentes palavras, ao mesmo tempo em que distintas palavras compartilham as mesmas letras;
5. nem todas as letras podem ocupar certas posições no interior das palavras e nem todas as letras podem vir juntas de quaisquer outras;
6. as letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que pronunciamos e nunca levam em conta as características físicas ou funcionais dos referentes que substituem;
7. as letras notam segmentos sonoros menores que as sílabas orais que pronunciamos;
8. as letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas terem mais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados com mais de uma letra;
9. além de letras, na escrita de palavras, usam-se, também, algumas marcas (acentos) que podem modificar a tonicidade ou o som das letras ou sílabas onde aparecem;
10. as sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a sílaba CV (consoante – vogal), e todas as sílabas do português contêm, ao menos, uma vogal.
... e as questões que envolvem a consciência fonológica:
"Consciência fonológica" não é sinônimo
de "consciência fonêmica" ou de "método
fônico", uma vez que o que consideramos
como "consciência fonológica" é mais
abrangente que a consciência fonêmica,
envolvendo não apenas a capacidade
de analisar e manipular fonemas, mas
também, e sobretudo, unidades sonoras
como sílabas e rimas.
As habilidades referentes à consciência fonológica podem ser agrupadas em três níveis:
1. consciência silábica: habilidade de reconhecimento e manipulação da constituição das palavras por sílabas.
2. consciência de rimas e aliterações: habilidades de reconhecimento e produção de semelhança sonora ao final das palavras (rimas) e de reconhecimento e produção de fonemas semelhantes repetidos no início das palavras ao longo de uma frase ou verso (aliterações).
3. consciência fonêmica: habilidade de reconhecimento e manipulação dos fonemas. Trata-se da habilidade de maior complexidade e, portanto, a última a ser desenvolvida pela criança. Ex.: ___OLA, B/C/M, diferentes sentidos
A prática da sala de aula e as diversas experiências estiveram presentes nas falas desta manhã, culminando na apresentação das colegas da EMEF Sen. Alberto Pasqualini que nos trouxeram um trabalho realizado com suas turmas de 1º ano a partir do livro “Uma família parecida com a da Gente.” Autor: Rosa Amanda Strausz:
Após o intervalo a proposta foi de retomada das palestras assistidas nos dias 29 e 30 de julho:
1) Gustavo Moreto: Planejamento Pedagógico, potencializando os espaços de aprendigem
2) Artur de Morais: Pacto, uma questão para além da alfabetização / O ensino da escrita alfabética no PNAIC
3) Celso Vasconcellos: Currículo, a atividade humana como princípio educativo
A proposta foi a seguinte:
1) Divisão da turma em grupos
2) Cada grupo recebeu um envelope com frases ditas pelos palestrantes, desmembradas, para organizar e inferir o autor
3) Escrita da reflexão do grupo em torno da frase
4) Apresentação e breve discussão
Para finalizar a manhã propomos uma tarefa à distância, também em torno de reflexões a respeito das palestras.
Para o próximo encontro: EMEF Lidovino Fanton trará atividade da Bolsa Amarela e EMEF Larry se encarregará do lanche coletivo.
Por ora, agradecemos a todas!!!
Fabiane e Luciane
Fabiane e Luciane
Colegas, todas as citações aqui referem-se aos materiais do PNAIC e autores referências de nossos estudos e planejamentos de encontros Artur Moraes, Piccolli e Camini (2012), conforme publicações em postagens anteriores.
Agradecidas!







