quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nosso encontro passado...

Foi permeado de discussões e debates...



                1) Qual a intenção real do programa do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa?
                2) Existe realmente uma idade "certa" para se estar alfabetizado?
                3) O que poderemos aprender que ainda não sabemos a partir de nossas aulas conferências e de nossas formações nos pólos?
                4) Porque muitas de nossas crianças não aprendem no tempo "certo"?
                5) Nós, professores e professoras, somos os "culpados" pelo fracasso da alfabetização de alguns de nossos alunos e alunas?
                6) Como alfabetizar de forma inclusiva?
                7) Como articular outros órgãos e assistências tão necessários aos alunos e suas famílias como parte do processo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa?



Temos respostas a tudo isso nesse momento?

Ainda não, mas acreditamos que elas virão ao longo desses dois anos que teremos pela frente, enquanto estivermos nos constituindo como um grupo, debatendo ideias e refletindo constantemente sobre nossas crenças, anseios e vontades, pois...



"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."
Paulo Freire




O Pacto que fazemos, por ora entre nós, professoras alfabetizadoras do Polo Moradas da Hípica, precisa ter a nossa "cara"; precisa expressar nossos pensamentos, nossas resistências e não nossas acomodações. Tivemos esse momento de inquietação (e certamente teremos outros) a partir do estudo feito e apresentado pela EMEF Dolores Alcaraz Caldas em relação aos seus alunos do 1º ciclo. A pesquisa cuidadosa feita pelas professoras mostrou, de forma clara e objetiva, algumas impressões em torno da não aprendizagem na” idade certa" dos alunos, podendo confirmar-se que , nas demais escolas de nosso polo (e possivelmente até na de outras escolas da rede) essa realidade se repete, esses dados se confirmam e novas questões aparecem e são elas que nos fazem refletir , nos instigam a pensar, nos demandam preocupação, nos provocam insatisfações e incertezas. E...



"Uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas."
Paulo Freire




Nosso encontro no dia 15 de junho trouxe muitas questões e dúvidas que são extremamente pertinentes e compõem nossa caminhada de grupo, e que modifica nosso planejamento como orientadoras em direção aos sete questionamentos acima formulados e transformando o que necessita ser modificado.



Ainda nesse encontro, após o intervalo, propusemos que os professores, divididos por escola, pudessem analisar três documentos: os referenciais propostos pelo PNAIC/MEC, os referenciais curriculares da RME/POA e os referenciais construídos pelas escolas, seguindo o seguinte roteiro:

a) Quais os pontos convergentes?

b) Quais os pontos divergentes?

c) Opinião do grupo a respeito das divergências.



E como tarefa de casa, propusemos que todas as professoras tragam para o próximo encontro, em 06 de julho, testagens de seus alunos e alunas para realizarmos análises, discutirmos em torno de atividades e estratégias que poderão ser usadas em nosso planejamento e na reflexão em torno do SEA – Sistema de Escrita Alfabética, tema do encontro e de palestras que assistiremos em julho.

Também apresentamos ao grupo o "livrão", onde estarão todos os registros do encontros. Ele será um de nossos instrumentos que verbalizarão as ações do PNAIC no Polo Moradas da Hípica, as ações que já vêm sendo feitas nas escolas que trabalhamos e as reflexões e questionamentos que faremos.

Por fim, a EMEF Moradas da Hípica dispôs-se a trazer a atividade na "bolsa amarela" e a EMEF Dolores irá trazer o lanche no sábado, dia 06 de julho.



Nos despedimos com a frase do nosso mestre, Paulo Freire, para inspirar ainda mais nossas práticas:

 

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes."



Abraços,




Fabiane e Luciane


Obs.: No próximo encontro estaremos entregando materiais para nossos estudos que finalmente chegaram do MEC!!!


sexta-feira, 7 de junho de 2013

No último encontro...

... trabalhamos as questões relativas ao...
                                                                 ... currículo na escola.


 
      No dia 18 de maio de 2013, tivemos o segundo encontro das professoras que fazem parte do PNAIC no pólo Moradas da Hípica. 
      Iniciamos a aula com um breve percurso histórico da organização escolar por ciclos no país e a atual concepção do ciclo de alfabetização como garantia do direito de aprendizagem. No link abaixo, podemos acessar os vídeos mostrados na íntegra.


      A partir desse vídeo, trabalhamos com o livro "A bolsa amarela" da autora Lygia Bojunga através de uma pequena encenação. Tendo como personagem principal a menina Raquel, refletimos sobre os seus pensamentos numa época onde o currículo era "politicamente censurador" e restrito a uma determinada população. Em seguida propomos que a turma "adotasse" uma bolsa amarela (confeccionada por nós orientadoras) que será levada por uma escola a cada encontro para dentro dela colocar ideias, planejamentos, sugestões de atividades, materiais diversos que envolvam o tema alfabetização.

 
 
 
        Em outro momento, pensando sobre a concepção de currículo que temos e a concepção proposta pelo projeto do PNAIC do MEC, montamos um organograma no coletivo. Tendo a palavra currículo ao centro, distribuimos palavras e setas ao grupo para que, aleatoriamente fossem compondo o esquema. As palavras eram: valores, ética, relações sociais, inclusão, cultura, diversidade, construções coletivas, diretrizes oficiais, conhecimento, práticas pedagógicas, direitos de aprendizagem. As setas poderiam ser colocadas em diferentes direções. Com isso montado, pudemos então partir para alguns princípios teóricos que embasam o currículo:
 
 "... conjunto de experiências de aprendizagem, organizado pela escola, sobre responsabilidade da escola, que gira em torno do conhecimento escolar, que eu vejo como a matéria-prima do currículo, e que vai contribuir para formar as identidades de nossos estudantes." (Moreira).


        Após a pausa para o lanche coletivo, as escolas apresentaram suas ideias a respeito do currículo e dos direitos de aprendizagem que já têm construído no seus coletivos, bem como a forma como organizam tais direitos em cada ano do ciclo de alfabetização. Foram momentos ricos em trocas!

      E como "tema de casa" propomos, a partir do quadro dos direitos de aprendizagem proposto pelo MEC em língua portuguesa, que cada professora, individualmente, produzisse seus pensamentos relacionados às suas práticas pedagógicas e aos seus planejamentos em torno de três perguntas:

1) O que é possível?

2) O que está distante?

3) Por que está distante?
 
Mais uma manhã agradável e de excelentes aprendizagens!
Obrigada, gurias do PACTO!!!
Fabiane e Luciane