1)
Qual a intenção real do programa do Pacto Nacional pela
Alfabetização na Idade Certa?
2)
Existe realmente uma idade "certa" para se estar
alfabetizado?
3)
O que poderemos aprender que ainda não sabemos a partir de
nossas aulas conferências e de nossas formações nos pólos?
4)
Porque muitas de nossas crianças não aprendem no tempo
"certo"?
5)
Nós, professores e professoras, somos os "culpados"
pelo fracasso da alfabetização de alguns de nossos alunos e
alunas?
6)
Como alfabetizar de forma inclusiva?
7)
Como articular outros órgãos e assistências tão
necessários aos alunos e suas famílias como parte do
processo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade
Certa?
Temos
respostas a tudo isso nesse momento?
Ainda não, mas acreditamos que elas virão ao longo
desses dois anos que teremos pela frente, enquanto estivermos nos
constituindo como um grupo, debatendo ideias e refletindo
constantemente sobre nossas crenças, anseios e vontades, pois...
"Não é
no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na
ação-reflexão."
Paulo Freire
O Pacto que
fazemos, por ora entre nós, professoras alfabetizadoras do Polo
Moradas da Hípica, precisa ter a nossa "cara"; precisa
expressar nossos pensamentos, nossas resistências e não nossas
acomodações. Tivemos esse momento de inquietação (e certamente
teremos outros) a partir do estudo feito e apresentado pela EMEF
Dolores Alcaraz Caldas em relação aos seus alunos do 1º ciclo. A
pesquisa cuidadosa feita pelas professoras mostrou, de forma clara e
objetiva, algumas impressões em torno da não aprendizagem na”
idade certa" dos alunos, podendo confirmar-se que , nas demais
escolas de nosso polo (e possivelmente até na de outras escolas da
rede) essa realidade se repete, esses dados se confirmam e novas
questões aparecem e são elas que nos fazem refletir , nos instigam
a pensar, nos demandam preocupação, nos provocam insatisfações e
incertezas. E...
"Uma das
condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado
certos de nossas certezas."
Paulo Freire
Nosso
encontro no dia 15 de junho trouxe muitas questões e dúvidas que
são extremamente pertinentes e compõem nossa caminhada de grupo, e
que modifica nosso planejamento como orientadoras em direção aos
sete questionamentos acima formulados e transformando o que
necessita ser modificado.
Ainda nesse encontro, após o intervalo, propusemos que os professores, divididos por escola, pudessem analisar três documentos: os referenciais propostos pelo PNAIC/MEC, os referenciais curriculares da RME/POA e os referenciais construídos pelas escolas, seguindo o seguinte roteiro:
a)
Quais os pontos convergentes?
b)
Quais os pontos divergentes?
c)
Opinião do grupo a respeito das divergências.
E
como tarefa de casa, propusemos que todas as professoras tragam para
o próximo encontro, em 06 de julho, testagens de seus alunos e
alunas para realizarmos análises, discutirmos em torno de atividades
e estratégias que poderão ser usadas em nosso planejamento e na
reflexão em torno do SEA – Sistema de Escrita Alfabética, tema do
encontro e de palestras que assistiremos em julho.
Também
apresentamos ao grupo o "livrão", onde estarão todos os
registros do encontros. Ele será um de nossos instrumentos que
verbalizarão as ações do PNAIC no Polo Moradas da Hípica, as
ações que já vêm sendo feitas nas escolas que trabalhamos e as
reflexões e questionamentos que faremos.
Por
fim, a EMEF Moradas da Hípica dispôs-se a trazer a atividade na
"bolsa amarela" e a EMEF Dolores irá trazer o lanche no
sábado, dia 06 de julho.
Nos
despedimos com a frase do nosso mestre, Paulo Freire, para inspirar
ainda mais nossas práticas:
"Se, na
verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas
para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho
ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não
apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela
coerentes."
Fabiane e
Luciane
Obs.: No próximo encontro estaremos entregando materiais para nossos estudos que finalmente chegaram do MEC!!!
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