segunda-feira, 26 de agosto de 2013

No sábado, 17 de agosto...

...a abordagem deu-se a partir da temática Ludicidade na sala de aula:




O Lúdico na sala de aula e para além dela...
 
       Pensando na etimologia da palavra e seus significado ao longo da história vimos que o termo lúdico vem..
 
Do latim: ludus
jogo/divertimento/brincadeira
Significado ampliado: passa a ser reconhecido como elemento essencial do desenvolvimento humano.
 
 ... e abordando também outras etimologias...
 
Schola (grego):
antes de significar escola, foi usada para designar ócio.
 
Ócio (latim otiu):
folga, repouso, mas também trabalho mental agradável.
 
Game (inglês): jogo com regras (função social)
Play (inglês):aspecto criativo do jogo
 
Jeu (francês): serve de raiz para brinquedo, brincadeira, jogo, representação.
 
   ... nos propomos a refletir em torno dos conceitos de lúdico, jogo, brinquedo e brincadeira e que relações estão imbricadas entre tais conceitos nas nossas práticas pedagógicas, planejamento e intervenções em sala de aula.
     Alguns autores trabalharam esses conceitos em seus estudos:
 
Luckesi: lúdico como experiência de plenitude.
Leontiev: brincadeira como atividade principal da criança.
Vygotsky: brinquedos e brincadeiras indispensáveis para a criação de situações imaginárias e reorganização do pensamento/professor como mediador da atividade lúdica.
Piaget: atividade lúdica como princípio fundamental para o desenvolvimento das atividades intelectuais da criança.

Wallon: valorização do brincar sem a interferência do adulto, pois também nesses momento há muitas aprendizagens.

Winnicott: brincar é um modo particular de viver.
 
      A partir disso, podemos pensar a atividade lúdica, como aqui nos propomos a chamar, como uma das atividades mais completas no que tange a trabalharmos os aspectos emocionais, físicos, sociais e cognitivos:
 
Diversão, Alegria, Prazer
Motivação, Expressão, Desinibição, Criação, Reelaboração
Habilidades Motoras, Expressão Corporal, Desinibição

Excitação Intelectual
 
Interagir, Compartilhar, Receber, Ceder
 
Aprendizagem de conceitos
 
         Para além das reflexões que o PNAIC nos traz, propomos ao grupo que pudéssemos trabalhar com o texto da professora Ms. Tânia Fortuna, "Sala de aula é lugar de brincar?"
 
Sala de aula é lugar de brincar?
 
"A sala de aula é um lugar de brincar se o professor consegue conciliar os objetivos pedagógicos com os desejos do aluno."
 

               Como o jogo entra no planejamento da aula? 
"Uma aula ludicamente inspirada não é, necessariamente, aquela que ensina conteúdos com jogos, mas aquela em que as características do brincar estão presentes."



Qual é o papel da atividade lúdica na aprendizagem?
"...a motivação para a atividade lúdica reside exatamente no fato de correr o risco e no confronto constante com o real que implica."
 
 
O que se busca no ensino através do jogo?
Qual o papel do professor?
"Ao professor o jogo ensina como seu aluno aprende, se relaciona, levanta hipóteses, se expressa..."

 
       Também nessa primeira parte da manhã, trabalhamos com o conceito de Sistema de Escrita Alfabética trazido pelo MEC...
Sistema notacional e não código
Processo cognitivo complexo
Atividade reflexiva
Ensino diário e sistemático
Domínio das convenções letra-som
 
Propriedades do SEA que o aprendiz precisa reconstruir para se tornar alfabetizado (MORAIS, 2012):
1. escreve-se com letras, que não podem ser inventadas, que têm um repertório finito e que são diferentes de números e de outros símbolos;
2. as letras têm formatos fixos e pequenas variações produzem mudanças na identidade das mesmas (p, q, b, d), embora uma letra assuma formatos variados (P, p, P, p);
3. a ordem das letras no interior da palavra não pode ser mudada;
4. uma letra pode se repetir no interior de uma palavra e em diferentes palavras, ao mesmo tempo em que distintas palavras compartilham as mesmas letras;
5. nem todas as letras podem ocupar certas posições no interior das palavras e nem todas as letras podem vir juntas de quaisquer outras;
6. as letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que pronunciamos e nunca levam em conta as características físicas ou funcionais dos referentes que substituem;
7. as letras notam segmentos sonoros menores que as sílabas orais que pronunciamos;
8. as letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas terem mais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados com mais de uma letra;
9. além de letras, na escrita de palavras, usam-se, também, algumas marcas (acentos) que podem modificar a tonicidade ou o som das letras ou sílabas onde aparecem;
10. as sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a sílaba CV (consoante – vogal), e todas as sílabas do português contêm, ao menos, uma vogal.
 
... e as questões que envolvem a consciência fonológica:
 
"Consciência fonológica" não é sinônimo
de "consciência fonêmica" ou de "método
fônico", uma vez que o que consideramos
como "consciência fonológica" é mais
abrangente que a consciência fonêmica,
envolvendo não apenas a capacidade
de analisar e manipular fonemas, mas
também, e sobretudo, unidades sonoras
como sílabas e rimas.
 
 
As habilidades referentes à consciência fonológica podem ser agrupadas em três níveis:
1. consciência silábica: habilidade de reconhecimento e manipulação da constituição das palavras por sílabas.
2. consciência de rimas e aliterações: habilidades de reconhecimento e produção de semelhança sonora ao final das palavras (rimas) e de reconhecimento e produção de fonemas semelhantes repetidos no início das palavras ao longo de uma frase ou verso (aliterações).
3. consciência fonêmica: habilidade de reconhecimento e manipulação dos fonemas. Trata-se da habilidade de maior complexidade e, portanto, a última a ser desenvolvida pela criança. Ex.: ___OLA, B/C/M, diferentes sentidos


    A prática da sala de aula e as diversas experiências estiveram presentes nas falas desta manhã, culminando na apresentação das colegas da EMEF Sen. Alberto Pasqualini que nos trouxeram um trabalho realizado com suas turmas de 1º ano a partir do livro “Uma família parecida com a da Gente.” Autor: Rosa Amanda Strausz:
 


 
 
 
 
 
Após o intervalo a proposta foi de retomada das palestras assistidas nos dias 29 e 30 de julho:
 
1) Gustavo Moreto: Planejamento Pedagógico, potencializando os espaços de aprendigem
2) Artur de Morais: Pacto, uma questão para além da alfabetização / O ensino da escrita alfabética no PNAIC
3) Celso Vasconcellos: Currículo, a atividade humana como princípio educativo
A proposta foi a seguinte:
1) Divisão da turma em grupos
2) Cada grupo recebeu um envelope com frases ditas pelos palestrantes, desmembradas, para organizar e inferir o autor
3) Escrita da reflexão do grupo em torno da frase
4) Apresentação e breve discussão

Para finalizar a manhã propomos uma tarefa à distância, também em torno de reflexões a respeito das palestras.

Para o próximo encontro: EMEF Lidovino Fanton trará atividade da Bolsa Amarela e EMEF Larry se encarregará do lanche coletivo.

Por ora, agradecemos a todas!!!

Fabiane e Luciane


Colegas, todas as citações aqui referem-se aos materiais do PNAIC e autores referências de nossos estudos e planejamentos de encontros Artur Moraes, Piccolli e Camini (2012), conforme publicações em postagens anteriores.
Agradecidas!





















































2 comentários:

  1. Fabiane, nas definições sobre as consciências (silábica, de rimas/aliterações, fonêmica) é importante referenciar Piccoli e Camini (2012), já que está igualzinho à obra.

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  2. Olá, sim, todos as definições dessa postagem foram retiradas das obras referidas lá nas primeiras postagens: livros do PNAIC, Artur Moraes e Piccoli e Camini. Mas faço novamente a referência. Obrigada!

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